iniciamos o Mês de Elul 

 

Na Lua Nova iniciamos um dos meses mais importantes do ano.

 

Mês em que temos a oportunidade de modificar os próximos meses, através da auto-análise das falhas, erros, da atuação do EGO,
das atuações reativas.

Por isto chamamos este mês de mês de Arrependimento – Teshuva. 

Devemos lembrar que nossas ações são um canal para a manifestação da negatividade. 

A purificação nos prepara para chegarmos mais próximos de D'us, da unificação, equilíbrio das forças e energias, e assim, nos prepara para o sétimo mês, período de grades transformações. Tudo isto, são oportunidades que temos, mas só o livre arbítrio é que decide qual caminho seguir. 

Nesta época do ano, começamos a tocar o shofar a cada manhã a fim de nos despertar para a chegada de Rosh Hashaná, Yom Kipur e Sucot.

 

O shofar é um chamado à teshuvá (arrependimento). Elul é um mês particularmente propício para a renovação e reconsagração. Devemos fazer um inventário moral, pois os dias da prestação de contas estão chegando. A vida não é um "salve-se quem puder". Existem estatutos pelos quais devemos viver, e o D’us de Yaacov senta-Se em julgamento.

 

A teshuvá requer esforço. Um exame de consciência não é algo agradável, e mudar aqueles hábitos que descobrimos serem questionáveis exige constância e diligência. Todo o esforço despendido no auto-exame e feito para nos livrarmos de nossas falhas de caráter,  serão recompensados pela conquista da verdadeira alegria. 

Virgem é o sexto signo, representa o estado que devemos nos encontrar – humildes, abertos, limpos, puros....para receber o YUD, a semente de D´us, a luz e despertar. Virgem nos ensina a separar o Joio do Trigo, o bem do mal, ele desperta para a sacralidade, a palavra Sagrado em hebraico – Kadosh, também significa separado. O Livre Arbítrio só é desperto quando nos deparamos com a consciência da dualidade! É hora de analisarmos tudo, para no próximo ciclo, libra, colocarmos tudo separado na balança! 

 

Durante o mês de Elul temos a capacidade de voltar aos nossos atos passados. A Cabala ensina que se nós prejudicamos alguém, intencionalmente ou não, somos responsáveis por nossas próprias ações , já que a pessoa prejudicada estava destinada a ter aquela experiência, seja através de nossas atitudes ou de alguma outra pessoa. O que nós fazemos com nossas ações funciona como um canal para a negatividade devida àquela pessoa. O ladrão é culpado por ser a pessoa que cometeu o crime, entretanto, a vítima do ladrão teria que passar por essa experiência de perda. Isso pode chocar alguns de vocês, mas aprendemos pela Cabala que o mundo é regido por uma ordem perfeita, pela lei universal de causa e efeito, embora isso possa ser incompreensível para aqueles que permanecem ligados apenas ao nível físico. A maneira de se arrepender verdadeiramente, é mudar o futuro voltando ao passado. Simplesmente se desculpar em profusão, não mudará nada nem aliviará a dor sentida pela vítima. Para nos arrependermos, devemos voltar ao passado, entender o que fez com que agíssemos mal, admitir nosso erro e pedir que a mesma situação ocorra novamente no futuro para que tenhamos a oportunidade de agir diferente, permitindo assim que façamos nossa correção. 

O shofar é tocado a cada manhã, durante todos os dias da semana, exceto no shabat e na véspera de Rosh Hashaná. Esta interrupção é feita para distinguir entre o shofar tocado durante Elul, feito sem pronunciar nenhuma bênção, pois é realizado por costume e tradição e não por ordem da Torá, e o toque do shofar em Rosh Hashaná, que é uma mitsvá, preceito, ordenada expressamente na Torá e antecedido por uma bênção especial. 

O costume de tocar o shofar desde o primeiro dia de Elul vem desde os dias de Moshê, (Moisés) segundo nossos sábios. No primeiro dia de Elul, Moshê subiu ao Monte Sinai para lá passar quarenta dias e quarenta noites pela terceira vez. Passou seus primeiros quarenta dias no Sinai quando lá subiu no sétimo dia de Sivan, um dia após a Revelação. 

Durante este período, Moshê recebeu a Torá, com toda a explicação e detalhes dos preceitos. Desceu quarenta dias mais tarde, a 17 de Tamuz, carregando as Tábuas gravadas com os Dez Mandamentos. Encontrando o Bezerro de Ouro no acampamento, quebrou as Tábuas, e no dia seguinte subiu novamente ao Monte Sinai para rezar pelo perdão de D'us. 

Na véspera do primeiro dia do mês de Elul, Moshê retornou mas suas preces não haviam sido totalmente atendidas. Finalmente, Moshê subiu ao Sinai pela terceira vez. Os quarenta dias terminaram a 10 de Tishrei - Yom Kipur - quando Moshê desceu, trazendo consigo as segundas Tábuas e a Divina mensagem de perdão. Desde então, nossos sábios nos dizem, os quarenta dias que vão do início de Elul até Yom Kipur permanecem como dias de graça Divina e perdão especiais, culminando no Dia da Expiação. 

Assim, o toque do shofar durante o mês de Elul é uma chamada para o arrependimento e uma preparação para o novo ano; sendo o último mês do ano, é uma época propícia para a busca interior e um balanço espiritual. 

Como um lembrete adicional da importância deste período, o Salmo 17 é acrescentado às preces .

Energia cósmica 

Betulá, Virgem. 

“ Voltem a mim Betulot de Israel, voltem a cidade” 

Signo femino de Terra (inércia e instrospeccção) 

Renovação, novidade, limpa e purifica. 

Período de auto-análise (feminina = Biná). A Mulher se apega mais aos detalhes e a análise. 

Perfeccionismo, detalhes insignificantes – perde muito.

Preocupação. 

Correção de detalhes e a si mesmo. 

Período em que volta ao estado virginal, onde ocorrem mudanças e alterações , devido a auto-análise. 

É um mudar de um estado a outro. 

neste momento usamos a razão para selecionar sementes, terras, animais, planejamos o que vamos construir. O homem se torna mais aberto, está saindo do seu casulo, do seu inverno interno para viver o verão. 

uma fase de seleção, crivo, triagem, distinção, particularizamos este grão, separamos o bom do ruim, impomos, assim limites. Ocorre uma ordenação, colhemos o resultado de um processo, podemos dizer que surge a lógica, a razão. 

A terra está com a força diminuída, há um certo empobrecimento da vida em seu estado bruto, está estéril, virgem, no sentido de jovem em relação ao próximo ciclo, pronta para receber uma nova semente. 

Assim como o momento é de clivagem, devemos eliminar os resíduos e ver o conteúdo, o que é bom e o que é mau, reconhecer o que é bom e mau em nós mesmos, está é uma semana destinada as desintoxicações, é um preparo para o jejum. Para que ocorra uma harmonia cósmica e que os limites (destinos) sejam bem realizados, devemos alimentar e adubar a terra, assim se faz com o espírito, caso isto não ocorra haverá fraqueza orgânica, doenças, que isolam e limitam a semente, fazendo com que esta não seja um objeto integrado a natureza. 

Planeta: 

Mercúrio – kochav 

Transmissão e inteligência, capta de Chockma (Safra Deran = Escriba do Sol) – colhe as forças do sol e transmite seu calor.

Órgão/Ação: 

Rin Esquerdo 

Mês da açao, do fazer, agir. 

Comércio sexual e a castração. 

 

Letras para Meditar:

 

Resh e Yud

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