Bereshit - O Início

Em toda a criação existe um mistério supremo,  - a alma de cada palavra, a alma de cada letra. Cada letra veste uma vestimenta que cobre sua essência. A forma que vemos das letras são apenas vestimentas que cobrem sua essência, sua alma – energia!

O principio é o mistério de como o invisível tornou-se visível! Como D´us se materializa!

 

O verbo, a ação de D´us (Ein Sof), que vem de sua vontade tomou forma  através do alfabeto. Que são as essências das luzes divinas. O ALEF , a primeira letra (1) de som Mudo (silêncio) representa o TODO, o ein sof, e a segunda letra o BET (B- valor 2) é o B de “Bereshit” ( NO Princípio).

ALEF é o mistério do Pensamento supremo, pois toda a criação se dá na Mente de D´us ( em seu pensamento).

 

Uma energia primordial, um ponto, o YUD que determina a seqüência de todas as coisas. O D´us oculto – Ein Sof  que se torna o D´us manifesto (IeshMeain – algo criado do nada).

No Bereshit está toda a criação, isto é na palavra Be Reshit ( No Começo), que é o ponto inicial. Esta palavra possui 70 formas de ser interpretada (escrita), tais como: a cabeça do mundo, criou seis, fragmentação do alef, pacto de fogo, descanso do Hei (feminino-palácio), a casa do fogo, a expressão do fogo.

A palavra RESHIT constrói o nome do 7° mês ( Tishrei)!!

 

Bereshit bará Elohim, ET há Shamain veET a haretz. No princio criou Elohim, o céus e a terra.

No Principio = No é o ponto, principio é o lugar, o palácio, palácio é a casa, Beit em hebraico, que vem da letra BET!, e neste palácio surge Elohim, um Nome de D´us.

Shamain = céus, é escrito com ESH +Main (Fogo e água), e representa o mundo de cima, o espiritual, fogo e água ....resulta em AR!!, e assim temos as 3 letras mães.

ALEF – AR

MEM- AGUA

SHIN – FOGO

E estas 3 letras mães vão dar origem a tudo ( todas as letras estantes) e correspondem, as 3 primeiras sefirot.

Céus (Shamain) vem da raiz Sham – que é “mais adiante..mais para lá.....” 

E Etz = terra, é aqui, o material, onde o concreto se apresenta, o corpo, a vasilha. Terá é o TEMPO, o Lugar da EXPERIÊNCIA.

E estes 2 mundos devem estar juntos e não separados!!

 

E a direita se apresenta o masculino, a luz, o bem (Céus) e na esquerda o feminino, a escuridão (desejo de receber a luz), o mal (Terra)! E estes 2 devem andar juntos.

 

 

No texto aparece:

Partzuf: significa Rostos, faces, são partes de um todo! E estas partes tem uma ligação entre si.

ARIK ANPIN – grande rosto, significa a assembléia supeior, a mente divina, constituída de Keter. Aqui encontramos num único ponto o TUDO e o TODO da criação.

ABA – pai, é chockmah, o YUD, o impulso, a semente, que é derramada em BINÀ.

IMA – mãe – Biná, a que recolhe a inspiração, as letras, o sêmen derramado do pai. E aqui ela dá um destino!

ZEIR ANPIN – pequeno rosto – são as 6 sefirot ( de chessed a yesod) representam o 6 da criação, os 6 dias!!, os 6 aspectos emocionais.

NUKVÁ – útero, feminino, que é Malchuth, o aqui, onde a existência se faz existir!!

 

Chockma lança o abecedário para Biná que as combina, formando palavras, frases, códigos.... enfim.. um sentido!!

 

Os pontos vocálicos, são aqueles pontos que dão sentido as palavras, são as vogais, é um tipo de vestimenta!

 

 

DO NADA PARA A EXISTÊNCIA

“IESH ME AIN”

 

Iesh em hebraico significa  EXISTIR/EXISTE, HÁ,  representa o físico, a presença, a materialidade.. se algo existe para nós, é por que vemos.... por que é diferente do NADA!

Quando D'us cria o espaço vazio,ele o faz para poder expressar a sua luz (isto já foi visto anteriormente), mas vamos perceber a “mágica” da existência, do infinito para o finito. 

Espaço é o primeiro ponto, com isto , algo deverá ser contido, preso, assim algo  que é receptivo se faz necessidade de ser criado. Quando nos retiramos de algum lugar, criamos espaço para que uma outro energia venha a ocupar, um outro. É este movimento que garante a eternidade, pois através do outro podemos ver o espelho, e nos ver, nos perceber vivos. Percebemos a nossa vida, a nossa extensão através do outro, que ira refletir a nossa luz!.

O outro... quem é? A criação, o nada permite a existência da dualidade... tudo era um, até a existência do nada, e aqui D'us esta dividido – Luz e escuridão, ou essência e escuridão. A escuridão é a não luz.

O Espaço que D'us cria é necessário para sua expressão, pois a criação não poderá acontecer no infinito, mas dentro Dele mesmo, num espaço Finito. “D'us  retira-se de si mesmo  e em si mesmo, para tornar-se transcendente”

 

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