Shalom, 

para a kabbalah os acontecimentos dentro do calendário judaico são marcados por acontecimentos cósmicos, como um calendário que mostra nosso ciclo interno, o ciclo da alma. Cada festa é um portal, uma oportunidade de nos conectarmos com a LUZ!

Estamos entrando no dia 25 de Kislev, pelo calendário cabalístico/judaico, nono mês do ciclo lunar e iniciamos as comemorações da festa de Chanuka. 

Esta é a festa das Luzes, em uma linguagem e interpretação literal, ela relembra a vitória dos macabeus sobre os Gregos (165 a.c), que tomaram o Templo e proibiram o povo de seguir suas tradições.

Esta festa é marcada pelo acendimento de um candelabro de 9 braços, relembrando o "milagre" da luz, da ânfora que contendo óleo para um dia , permanece acesa ate o oitavo dia.

Chanuká significa "inauguração" e "educação". Quando inauguramos o Templo e aprendemos a educar a si e aos outros com a Tora, colocamos luz no mundo, a luz dos Tzadikim (justos). Uma luz que se revela e que nos guia. Esta luz esta dentro de nós e agora em Chanuká tem a oportunidade de  iluminar aquilo que está escondido. A luz tira as cascas que estão tapando nossos olhos, ou que são as lentes coloridas que queremos ver a vida. Tirar estas lentes é importante para que possamos ver a verdade e nos libertar das "amarras" e repetições.

Repetições estas que estão ligadas a invasão de nosso Templo, nossa casa, nossa vida, nosso Eu. Onde deixamos que alguém ocupe as nossas crenças e idéias. A imposição dos Gregos aos hebreus é a imposição que estamos sempre vivendo, aceitando quaisquer coisas externa a nós, abertos para captar qualquer energia. Fragmentando-nos e nunca defendendo a nossa estrutura. Isto é o principio da idolatria.

Lembre-se se D'us envia inimigos tão fortes para os macabros, é por que tinham força para vencê-los!

A maior "obrigação" de Chanuká é acendermos as luzes, internas da consciência, ver quem somos....o que somos e assumir aquilo que somos. Esta obrigação (Mitzvot)

é cumprida durante oito dias, onde em cada dia acendemos ou ascendemos (subimos espiritualmente), uma vela.

Isto é:

No primeiro dia acendemos 1 vela, que será o guardião (o nono braço), a chama

base e com ela acendemos a primeira vela do candelabro.

No segundo dia: acendemos a chama base (Shamash) e com ela à vela 1 e vela 2, representando o segundo dia.

No terceiro dia: acendemos a chama base e com ela à vela 1, 2 e 3.

e assim sucessivamente.

A cada dia acendemos e deixamos as velas queimarem por inteiro, ate mesmo a chama (vela) base.

No total usaremos : 44 velas contando com o guardião.

Mas considerando as velas do candelabro de 8, sem o guardião, usaremos 36 velas, 36 luzes, que correspondem na Kabbalah como sendo os 36 tzadikim (justos ocultos ou conhecidos) existentes e que mantêm o mundo eter-no e que iluminam cada geração.

Chanuká está ligada ao milagre e quando acendemos uma luz, e vemos a verdade, percebemos a presença de D'us em tudo, sua obra e sua mão guiando cada ato de nossas vidas, onde tudo tem um por que. Nesta semana podemos viver o inesperado,

obter respostas, ver o que não vemos, obter curas, milagres.. é preciso abrir os olhos e reconhecer.. o contato com a luz é a saída do mundo da escuridão, por isto ao acender o candelabro colocamos na janela ou na parte de fora da casa, para que todos possam desfrutar desta luz, e quanto mais irradiarmos nossa luz, maior será a luz interna. 

Cabalisticamente é uma semana que devemos distribuir/repartir algo: dinheiro, presente, amor....

Serão 8 dias, na busca de níveis mais altos, e uma consciência espiritual mais elevada. 

Estamos entrando na semana do Milagre!!! 

Cada dia uma pequena luz deve ser encontrada e acessa dentro de nos. 

Chanuká é a luta das influencias greco-romanas na nossa vida com o mundo da alma, espiritualidade (hebreus). 

Chanuká é um acontecimento real, um milagre que acontece todos os dias. Quando descobrimos que não podemos deixar nossa essência sem uma vasilha, sem limites, passamos a nos valorizar e não deixar que qualquer pessoa se sobreponha a nós mesmos.  

O Templo é algo real, verdadeiro, material, sem ele a espiritualidade diminui, dispersa, como o povo se dispersou. 

 É conscientizando que precisamos de limites, de um corpo, para nos canalizar em luz e superar nossos medos, guardados na primeira luz, no primeiro Chakra. 

Conscientizar o corpo, a base, a nossa fundação para que não deixemos de lado as tradições.

0
0
0
s2sdefault