O Sal e o Pão de Shabat 

Não somente a chalá ou em Shabat, mas cada vez que comemos pão, mergulhamos a primeira fatia 3 vezes no sal.

A razão para este costume é que nossa mesa é comparada ao Altar do Templo Sagrado (Bet Hamicdash). Da mesma forma que no Altar era colocado sal em todas as oferendas (corbanot), assim também colocamos o pão no sal antes de comer.

A razão pela qual era usado sal em todos corbanot é a seguinte: já que no segundo dia da criação D'us dividiu as águas que estavam aqui em baixo, levando metade para os céus, estas águas que ficaram por aqui reclamaram que também gostariam de subir. D'us então prometeu (fez um pacto - Vayicrá 2:13) que estas águas teriam sua elevação no Templo Sagrado, quando seria usado sal (que é extraído da água) no Altar e também através da própria água que era jorrada no Altar na festa de Sucot.

Também encontramos na Torá (Bamidbar 18:19) que D'us realizou um pacto com o sal fazendo com que tivesse uma característica especial: sal nunca estraga.

O pacto que D'us fez com o sal é comparado em vários lugares da Torá com o pacto que Ele fez com o povo judeu - que nunca os abandonará, o pacto que Ele fez com os Cohanim (Sacerdotes da Tribo de Levi) - que sempre farão o serviço no Templo Sagrado, e o pacto que Ele fez com o rei David - que o reino será sempre dos seus descendentes.

O Midrash fala, que depois que lavamos as mãos para comer pão, e enquanto estamos esperando os outros na mesa para falar a bênção de hamotsi, nestes momentos de silêncio, onde não estamos cumprindo mitsvot, o Satan aproveita para chamar atenção para nossas falhas. Ao mergulhar o pão no sal, D'us é "lembrado" do pacto que fez com o povo judeu: apesar de nossas falhas, nunca seremos abandonados.

Mergulhamos três vezes já que o valor numérico do nome Divino é 26, e 26 vezes três dá 78, que é o valor numérico da palavra Melach (sal, em hebraico). 

fonte Chabad.

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