Pare de Julgar

Para a Kabbalah Julgar é um ato que possui uma energia de contração, energia da esquerda, vinda de Guevurah.

Mas quem não julga? Todos nós julgamos a nós mesmos e aos outros o tempo todo. Nossos olhos se voltam para qualquer imagem e estão sempre julgando, separando se aquilo é bom ou ruim, se é bonito ou feio.  Estamos sempre olhando para o de fora, avaliando e comparando, sempre percebendo que os outros estão nos julgando.

Fazemos favores para as pessoas e eles não nos recompensam, nos olham com cara feia. E tudo isto só faz crescer dentro da gente muita raiva!

Acabamos por julgar todas as pessoas envolvidas nestas situações. Acumulamos muita energia negativa e explodimos farpas para todos os lados.

As pessoas nem sempre falam ou agem como nós desejamos. Como resultado disto, às vezes nos sentimos impelidos a embarcar por uma estrada tomada de raiva ou decepção (aish).

Julgamento é uma energia produzida pela consciência do corpo, a nefesh, através dela julgamos para nos defender, para ganhar mais espaço, para no fundo sermos aceitos, sermos existentes.

O Rabi Israel Baal Shem Tov explica que na corte celestial uma pessoa é julgada por suas próprias palavras e julgamento.   Por exemplo, se uma pessoa falou mal de outra,  ainda assim ela não pode ser julgada e punida por esta ação negativa.  Mas se chegar o momento em que esta pessoa  veja uma outra pessoa falando mal de uma terceira e a julga, então essas palavras de julgamento são usadas em seu próprio julgamento.  Uma vez que ela tenha julgado uma outra pessoa, ela própria é julgada pelo mesmo tipo de falha.  Infelizmente, ao continuar julgando os outros em diversas circunstâncias, adicionamos  itens  às áreas em que poderemos ser julgados.  Que assustador! (CEC)

A energia do julgamento nos coloca na prisão da força do desejo de querer para si, atrai as cascas e o pão da vergonha, de uma forma geral foi o pão da vergomnha que  trousse esta energia. Pois quanto mais julgamos mais longe estamos da luz e menos merecedores nos consideramos desta luz. Ficamos longe da dimensão positiva (compaixão – perdão de chesed)

 

Julgar é uma função necessária, e nos remete ao 6° mês, Elul, quando necessitamos de auto analise, para trazer a consciência aquilo que está nos atrapalhando, o julgar a semente boa da ruim, é um processo necessário e positivo, mas seu excesso cria aberturas para a negatividade, por isto encontramos na Torá: "Você deve julgar seu semelhante de forma justa."

“Diz-se que no Templo Sagrado havia um espelho no qual a espiritualidade da pessoa podia ser vista. Hoje, sendo que o Templo Sagrado não existe, cada pessoa é um espelho para as outras. Aquilo que você vê em outras pessoas na verdade existe dentro de você. “

Quando você julga alguma coisa que não gosta em outra pessoa, na verdade está evidenciando seus próprios pontos negativos! 

Quando muito conectados com esta energia precisamos despertar dentro de nós a limpeza, o perdão. O julgamento pode se tornar atitude! Humildade e paciência, nos trazem o discernimento e isto nos liga a coluna da direita. O julgamento negativo é quando vem dominado pela raiva, pelo rancor, amargura. O julgamento gera atitudes reativas de vingança, fofocas e mais julgamentos. Estamos nos envenenando!

Toda vez que um julgamento invadir sua mente sobre alguma outra pessoa, pergunte a si mesmo: "O que a Luz está me mostrando a respeito de mim mesmo agora?" Fazer a pergunta lhe conduzirá à sua resposta. Uma vez tendo visto as suas próprias falhas, você imediatamente sentirá mais misericórdia em relação à outra pessoa - e a si mesmo.

 

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